1º Encontro da Rede: São Vicente reuniu servidores e sociedade civil na Unibr para integrar serviços de proteção à mulher no dia em que a Lei Maria da Penha completou 20 anos.
Acolhimento Humanizado: Evento destacou a atuação da Guardiã Maria da Penha, suporte na Sala Lilás e integração com a Defensoria Pública, DDM e OAB Por Elas.
Agenda do Agosto Lilás: Ações do mês incluem palestras em Unidades de Saúde da Família nos bairros Parque das Bandeiras, Jóquei Clube e Catiapoã, além de fiscalização do Protocolo Não Se Cale.
No dia em que a Lei Maria da Penha comemorou 20 anos de sanção, na última sexta-feira (7), o município de São Vicente deu um passo decisivo no combate à violência de gênero ao realizar o 1º Encontro da Rede de Atendimento à Mulher. A atividade ocorreu no auditório da Unibr, no Centro, reunindo agentes públicos e a sociedade civil para alinhar procedimentos e humanizar o acolhimento de vítimas na Baixada Santista.
A mesa de abertura reuniu gestores da Supervisão de Políticas Públicas para a Mulher (Segov), da Secretaria de Defesa e Organização Social, além de representantes das Guardas Civis Municipais de São Vicente e Mongaguá.
A abertura das discussões trouxe um tom de reflexão sobre os desafios locais e a urgência de capacitar os profissionais de primeira resposta. A supervisora de Políticas Públicas para a Mulher, Bruna Maria Lopes, citou o recente caso de feminicídio ocorrido no município em julho para ressaltar que a preparação das equipes é o único caminho para que as munícipes consigam romper o ciclo de violência com segurança.
O prefeito Kayo Amado reforçou que, embora a legislação seja firme, a resposta efetiva do Executivo exige formação contínua dos servidores. "Temos uma norma jurídica que deixa claro que não toleramos a violência, mas percecemos que só isso não está resolvendo. Aquilo que podemos fazer enquanto poder público é nos preparar e nos formar", destacou o chefe do Executivo vicentino.
Em um momento marcante do encontro, as Guardas Civis Municipais Marcela Barbosa e Maria retiraram simbolicamente os equipamentos de suas fardas para demonstrar a necessidade de um atendimento humanizado. A GCM Maria ressaltou que a atuação do patrulhamento especializado foca na escuta empática e no indivíduo, e não apenas no trâmite burocrático dos processos.
A apresentação detalhou os fluxos de trabalho da Delegacia de Defesa da Mulher (DDM), Defensoria Pública, OAB Por Elas, Conselho Municipal dos Direitos da Mulher (Comdim) e forças de segurança.
O comandante da GCM de São Vicente, Rodrigo Coutinho, ressaltou os avanços do grupamento Guardiã Maria da Penha, criado em 2022 e fortalecido em 2025 por um convênio com o Ministério Público. Coutinho destacou a atuação da corporação na fiscalização de medidas protetivas e no suporte oferecido na Sala Lilás. A comandante da GCM de Mongaguá, Daiana Cristina Franzem, e a conselheira do Comdim, Cleo Goes, também defenderam o alinhamento regional como fator de proteção para toda a Baixada.
As ações de conscientização e orientação seguem nos bairros durante todo o mês. A população pode acompanhar a agenda oficial: