IA no Policiamento: Especialista Giovanni Vilaça detalhou o uso de algoritmos para otimizar viaturas e alertou sobre o crescimento de golpes virtuais.
Painel da Imprensa: Jornalistas de emissoras da Baixada Santista defenderam o combate às notícias falsas e a ampliação do patrulhamento comunitário da GCM.
Força-Tarefa 2026: Encontro apresentou o planejamento operacional integrado para 2026 reunindo GCM, polícias Civil e Militar e monitoramento por câmeras.
O segundo dia do 1º Congresso de Segurança Pública e Desenvolvimento Humano movimentou o auditório da Unoeste nesta terça-feira. Dando sequência aos anúncios de investimentos feitos na abertura, como o cercamento digital e o Departamento de Operações Táticas Integradas (DOTI), o encontro debateu inovação tecnológica, o papel ético da mídia e o planejamento das forças de proteção urbana para 2026.
A programação da tarde começou com a palestra de Giovanni Vilaça, mestre em Direito e especialista em governança de dados no TJMG. Ele detalhou como as ferramentas de inteligência artificial otimizam o tempo de resposta das viaturas e trazem mais eficiência às operações de campo.
Por outro lado, Vilaça trouxe um alerta importante para o ambiente digital, destacando o crescimento de golpes eletrônicos e o medo que eles espalham na sociedade. O especialista defendeu que a tecnologia deve servir sempre como um suporte, pois as decisões estratégicas nas ruas exigem a sensibilidade e a presença do profissional humano.
Na segunda metade do evento, a comunicação digital entrou em pauta em um debate que reuniu os jornalistas regionais Marion Dória (TV TH+ Band Litoral), Douglas Gonçalves (Santa Cecília TV e Rádio CBN Santos), Alexandre Furtado (Record TV) e Victor Faccioli (Rede VTV). Os profissionais analisaram o impacto das notícias na percepção de segurança da população.
Durante o painel, o grupo destacou a importância de a sociedade valorizar o jornalismo com checagem rigorosa de fontes para combater boatos espalhados por influenciadores digitais. Os palestrantes também cobraram investimentos contínuos na Guarda Civil Municipal (GCM) para ampliar o patrulhamento comunitário nos bairros e lembraram que a segurança pública se constrói de forma coletiva, dependendo diretamente do envio de denúncias pela população.
O encerramento dos trabalhos contou com a apresentação do plano operacional da Força-Tarefa Municipal para 2026. As metas estabelecem ações conjuntas de fiscalização e ordenamento que unem a GCM, as polícias Civil e Militar e o sistema de monitoramento por câmeras da cidade.
O congresso prossegue nesta quarta-feira abordando gerenciamento de crises com o especialista Paulo Moreira e um debate metropolitano entre os comandantes das Guardas Municipais da Baixada Santista.